O blog foi criado como proposta de narrativas que possam mediar pessoas a contar histórias e homenagear entes queridxs e amigxs que partiram em meio a Pandemia do Coronavírus, como espaço de socialização das histórias vivenciadas pelas pessoas que morreram em meio a Pandemia. A inspiração para criação da página é minha mãe que fez sua transição no dia 29/05, no auge de seus 65 anos, vítima de Covid 19. Infelizmente não foi possível realizar as homenagens merecidas, assim abrimos essa página.
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terça-feira, 15 de março de 2022
Aula Arteterapia - Jung / Nise da Silveira - Ana Paula Rezende - Casa Pi...
sábado, 17 de outubro de 2020
Minha mãe deu a volta ao mundo, entre bordados, linhas e agulhas!
Tempo, tempo,
tempo!!
Passei um tempo para abrir caixas, gavetas, armários. Mas, já estou voltando!
Até sabia o que iria
encontrar, também sei que em todo tempo a saudade será forte e densa. Entre
pensamentos e lágrimas lembrei que um certo dia minha mãe pediu que eu fizesse
uma busca de um livro para ela nos sites de bordado. Ela sempre muito sabida e
sagaz, me disse que tinha visto no canal de artesanato a propaganda de um livro
que ela imaginou e não sabia que existia. Era um finalzinho de tarde de conversa,
como sempre tivemos, especialmente nesse dia, ela estava com celular nas mãos e
determinada a encontrar o site, era o celular que dei pra ela conversar no WhatsApp
e ver os vídeos no Youtube, a princípio ela tinha resistido, mas agora já
estava toda prosa com todas as informações encontradas no tal aparelho.
Achou o site e foi
logo me mostrando, coisa linda! Né que tinha o livro “Bordados volta ao mundo”
de Valquíria Campanelli, uma lindeza. Pense na felicidade dela, passou a vida
inteira fazendo de tudo que era atividade artesanal, comidas (doces, bolos, salgados), costura, crochê, tricô,
ponto-cruz, pinturas em tecidos, entre outros. Me dizia que naquele livro tinha
bordados do mundo inteiro, vários países, além de explicar as histórias de como
surgiu, como foi criado, e tudo isso ela amava descobrir. Toda a minha vida vi
minha mãe lendo e buscando informações, apesar de ter deixado à escola quando
ficou grávida de mim, só fez até a sétima série (hoje é o 8º ano). Mas, ela
sempre opinava sobre tudo, nunca se mostrava ignorante sobre qualquer assunto, se não
sabia buscava ler e se informar, sempre dizia que puxei a ela para gosta tanto
de ler. Penso que é verdade!
Após um tempo chegou
o livro, foi uma alegria, ela estava toda empolgada me mostrando o que queria
fazer, e dizia não ter pressa, para ela o importante mesmo era conhecer as histórias, porque a saúde já não era boa para ficar horas a fio bordando ou criando, como fez durante
muitos anos. Assim era minha mãe, uma curiosidade fora do comum, deixando para
nós os vestígios do que é mais importante nessa vida, dizia sempre que a mente
tinha que está ativa, e falava sempre sobre meu pai que não tinha muito o
hábito da leitura, ele gostava mesmo era de escrever cartas...kkkkkk, ela dizia isso pra fazer graça com ele, quando eu ainda era jovem. Pensem na
dupla perfeita, ela lia traduzia palavras pra ele, e ele escrevia cartas, e
usava palavras bonitas que minha mãe ensinava, aliás, nossa casa era uma escola
de aprendizagem com os dois, meu pai inquieto e sempre com a sua arte de
serralheiro nas mãos e minha mãe também inquieta e criativa com seus bordados e livros, cada um ao
seu modo tecia os fios da nossa história, tão simples e tão sólida, foi a forma
de espalhar sementes para os que virão. Hoje, cada um de nós temos um pouquinho de cada um.
Ao continuar minhas buscas abri gavetas, abri armários
e cestos de bordado, lá encontrei linhas, agulhas, tecidos e vários bordados
que não foram concluídos. São a prova de que a vida continua, de que ainda não
acabou, é uma semelhança linda com o sem fim da vida que agora se abre para um
amor encantado. Nesse movimento, vamos aprendendo que não precisa da presença física para fluir,
vejo os olhos de meus pais, sinto o cheiro e o abraço, ouço suas vozes, sinto seu
toque e sua benção a cada novo dia. Se alguém perguntar, como? Direi que estão
dentro de nós, amores eternos. “Tempo! Não começa, não termina, é nunca, é sempre.
”
Hoje abro o livro,
ainda novinho e vou saboreando as histórias do bordado, vou aprendendo com
minha mãe sobre a humanidade que há em nós, aprendo que a minha volta ao mundo
não acabou e precisamos somar todos os ensinamentos que a humanidade construiu
para chegarmos ao final de uma história, para que seja cheia de dignidade e gratidão, como está sendo a de meus pais. Tecer os
fios da vida!! Algo complexo e de uma imensa contradição, assim sigo entre amores e
dores.
Foi assim que
cheguei ao curso de garrafas decoradas, vi no celular de minha mãe, ela estava
lendo e assistindo algumas técnicas no Youtube, vi e vou seguindo rumo a novos
caminhos de sensibilidade e restauração, esse movimento vai restaurando a mim
mesma, a arte leva-nos a contemplar a nossa humanidade, o que nos toca, o que
nos envolve, nos move e nos sensibiliza. São capítulos de uma nova história.
Obrigada mãe, obrigada pai!! Te amo mãezinha, te amo Paizinho.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020
Os Ipês, as flores e o perfume de nossa mãe!
14/08/2020
Os ipês, as flores e
o perfume de nossa mãe!
Hoje resolvi
compartilhar dois episódios vividos após a passagem de minha mãe, pois foram
muito significativos para mim.
Antes de tudo isso
acontecer, ainda no início do ano, acredito que entre janeiro e fevereiro,
minha mãe me pediu um ipê amarelo, porque ela já tem um lilás que plantou na
frente da casa. Mas, ele nunca floresceu como ela gostaria, coloca apenas
algumas poucas flores. Corri para conseguir os ipês, e não apenas para ela, mas
também para plantar em uma escola próxima a universidade.
Ao chegar em casa com
um ipê, ela pediu que eu deixasse no saquinho para organizarmos a terra e o
recipiente no qual ela faria a primeira muda. Assim, foi feito e no mês de maio
fizemos a primeira muda para quando fosse lá para o final do ano colocar no
lugar definitivo, o sonho dela era misturar os dois ipês na frente da casa. Aqui
é para introduzir o amor de minha mãe pelos ipês que ficaram com o calor de
suas mãos.
Seguindo a
narrativa, lá em casa também tem um viveiro de plantinhas, que minha mãe
geralmente ficava passando seu tempo conversando com elas, mudando e mexendo
com a terra.
Logo após sua
passagem, eu fiquei quase todos os dias admirando as plantinhas, todas belas e
coloridas, as mudas de rosas eram as que ela mais amava. Mas, tem azaleias, crisântemos,
rosas do deserto, cactos, flor de maio, gérberas, e outras espécies bem
populares de flores pequeninas. Também tem jasmim imenso de cheiro exuberante e
touceira de resedá rosa.
Uma tarde de agosto,
estou eu triste olhando para as plantinhas e sentada na cadeira dela, quando
uma amiga querida ligou para mim, e ali conversámos bastante, ela também fez
orações por mim e me alimentou espiritualmente, em meio aquelas sensações, ela
pediu que ficasse próximo ao local que minha mãe gostava, eu fui e me aproximei
do canteiro, por incrível que parece veio o perfume tão intenso de rosas que eu
não aguentei e comecei a chorar e dizer para ela o que estava sentindo. Imediatamente
ela respondeu que era o amor e o cuidado espiritual de minha mãe que estava ali
comigo, o qual é transmitido por meio da essência de Deus, que é puro Amor. Falou também, que nunca esquecesse do quanto minha mãe semeou em nós, dá vida
que ela deixou e de que esse aroma intenso de força e amor precisava ser
espalhado pelo mundo.
Recebi um refrigério
em meu coração e comecei a entender que nem tudo está perdido.
No dia seguinte, eu
falei com meu irmão ao telefone, ele também estava distante e falávamos de
assuntos diversos. De repente, ele disse que queria compartilhar algo sobre
minha mãe. Fiquei quietinha e esperei ele escrever, foi quando ele disse: “vinha
dirigindo o carro e lembrando da irmã Maria (nossa mãe) era por volta das 9:30h
da manhã, estava passando justamente em frente a reserva indígena (ele tinha
dito antes que a reserva tinha meu nome), daí olhei para o outro lado da
estrada, solitário e ao mesmo tempo importante, adivinha o que eu vi? Um ipê
amarelo, lindo!! Fiquei pensando: essa irmã Maria me apronta cada uma.”
Foi justamente a
partir desse momento que resolvi começar a escrever, pois sei que nossa mãe
está para sempre em nós. Disse para ele: “Que lindo meu irmão, é a presença
dela a nos fortalecer e proteger. As mães não morrem, ficam encantadas. Tudo o
que elas nos ensinaram vai ficar mais forte e nos fará enxergar os milagres de
Deus em toda grandeza do universo”.
Decidi que só
escreveria esse texto quando meu irmão chegasse de viagem, ele chegou. Graças a
Deus!
Agora estou aqui
escrevendo para deixar registrada a presença maravilhosa de nossa mãe. Daqui uns
dias vou mudar o ipê para o lugar definitivo, assim ficara o velho fortalecendo
o mais jovem, e a vida seguirá o seu curso, até o final dos nossos dias será
assim, nós, nossa mãe, as flores e o perfume que é algo para além da
experiência física.
Os ipês geralmente,
são árvores frondosas que possuem uma floração exuberante e se derrama pelo
chão formando um lindo tapete, esse belo espetáculo geralmente ocorre entre os
meses de julho a setembro. Creio que assim é nossa mãe, um belo tapete
esparramado pelo chão nos levando a lugares nunca antes imaginados, porque a
força dela está conosco, é madeira de lei, semelhante aos ipês. “Quando entrar
setembro...!”
Obrigada mãezinha!
domingo, 9 de agosto de 2020
Minha mãe não foi totalmente uma santa!!
Minha mãe não foi
totalmente santa!
Essa semana
aconteceu algo que trouxe a memória alguns dizeres de minha mãe, ela tinha
essas coisas, trazia frases e nomes que nos fazia sorrir bastante. Quando foi
essa semana, durante a aula on-line deparei-me com ela, exatamente como é.
Benjamin estava em aula, e à professora fazia uma brincadeira para que as
crianças dissessem nomes de alimentos que colocamos na sopa. Muitas crianças
falando, e daí chega a vez de Benjamin, ligo o microfone, e o que ele diz? Após
à professora perguntar “o que tem na sopa do neném”, ele responde abruptamente:
“bosta”. Minha gente, foi uma resenha, eu querendo sorrir e querendo brigar,
mas ainda me meti e respondi que ele queria dizer batata, desliguei o
microfone rapidinho, porque ele continuou dizendo bosta.
Minha gente, que
vergonha, mico!
Após terminar a
aula, perguntei porque ele tinha dito isso, fiquei surpresa com a resposta
sagaz, “disse-me que a vovó tinha dito para ele”. Eu insisti, como assim? Ele
disse que ela estava lá e falou no ouvido dele, eu comecei a rir, eu, ele, Davi
e minha irmã. Kkkkkkkk Eita dona Maria, sempre aprontando.
No outro dia ele
também falou outra palavra que ela dizia com ele...kkkkkk. Meu “quiba”. Oh
senhor, não aguento! Repreendi.
Mais uma vez Lembrei
que logo no início da pandemia houve uma mudança no plano de saúde deles, e
tiveram que ir a outro pediatra, lá a médica perguntou como estavam os testículos
dele, e para a surpresa da mãe que estava acompanhando, ele retrucou que era
quiba! A médica perguntou quem ensinou isso para ele, prontamente respondeu:
minha vó! Como a médica ainda não conhecia a vó, começou a rir. Pois se fosse o
antigo pediatra que acompanhou os dois desde o nascimento, iria dizer que a vó
dele era uma graça e inventava muitas palavras diferentes, porque isso
acontecia sempre. É o real sentido da velhice afetuosa e descontraída.
E assim, nossa Maria
foi imprimindo suas marcas em nós.
Obrigada mãe! Amamos você.
quinta-feira, 6 de agosto de 2020
Ofereço meu mais Puro Amor!
Hoje, eu só queria
ter seu abraço imenso, seu cheiro de mãe que me acompanha ao longo desses quase
44 anos e seu sorriso que faz vibrar o último acorde da minha alma sofrida.
Mas, hoje também
decidi que você estará sempre comigo, e a cada dia irei registrar uma sensação
que tenha tocado meu coração...
Começo aqui um novo
tempo, decidi te manter viva em minhas memórias e na de muitos que sabem a
eternidade de uma mãe.
São mais de dois
meses, mas ainda não consigo entender os desígnios do inexplicável destino.
Pergunto e volto a perguntar por que logo conosco que somos almas entrelaçadas?
Nunca passei um dia sem pensar em algo para você e por você, suas broncas, seus
cuidados, sua inteligência, sua sabedoria, sua simplicidade, seu tão imenso
amor.
São 44 anos do mais
genuíno amor e zelo, uma experiência imensurável, desde a infância somos
apaixonadas, se você viajava eu tinha febre, se você adoecia eu morria de
chorar, e olhe que não foram poucas vezes que passamos por sofrimentos assim.
Eram suas crises de asma, que vinham durante à noite, era um sofrimento sem fim
para todos nós, lembro tanto de meu pai te abraçando e dizendo que não fosse
embora tão cedo, assim penso que de alguma maneira fomos atendidos nessa breve
oração. Foi incêndio em nossa casa, e você salvou seu filho caçula, porque
tinha levando ele a igreja no meio da noite, ainda recém-nascido, assim como
protegeu todos nós de passar por tantas privações, uma mãe extraordinária.
Foram suas cirurgias, a mais difícil foi a revascularização do miocárdio, há mais de 15 anos (quase 20), ali no Hospital do Açúcar em meio a tanta agonia pedi com
toda força que você não fosse embora, me ajoelhei e imploramos, que bom você
permaneceu conosco, ainda que muito fragilizada.
Hoje, eu só quero
dizer muito obrigada a essa mãe que é minha, dona Maria Aparecida, aliás sempre
sou muito grata. Você nos ensinou que o cafezinho é um mimo para o coração
machucado, foram milhares que você preparou, hoje sinto seu cheirinho em cada
xícara que tomo, quase sempre preparadas por mim ou por minha irmã, não tenho
mais ninguém para me passar Aquele café. Você também falou que poucas pessoas iriam cuidar de nós quando você
partisse, sabe mãe, eu não queria acreditar. Mas, você estava se despedindo
desse plano, hoje entendo tudo o que você falou, de termos cuidado com as
pessoas, principalmente eu, que me entrego facilmente, também falou que nem
todo coração sabe amar, quando mais precisamos quase ninguém estende as mãos e quando
você fizesse essa última viagem, nós estaríamos órfãos, porém, nunca sozinhos,
ainda que solitários. Poucos sabem o que isso significa, eu hoje estou
aprendendo! Também falou que a dor é nossa, pois você sentia a ausência de nosso
pai, seu grande Amor, diariamente, e pouco compreendiam, o mundo não vai parar. No dia seguinte tudo continua igual, o sol nasce, as pessoas seguem suas
vidas, e nós estamos aos pedaços.
No entanto, poucos
apareceram para te dá um abraço, uma palavra, um carinho. E outros foram
embora, no momento que você mais precisou de companhia; só sei que quando meu
pai partiu, nós nos confortamos e vivemos cada minuto dessa travessia bem grudadinhas,
após a partida dele foi uma raridade eu passar um dia sem te ver. Sei que você
passou os dias tentando nos ensinar sobre como é viver sem a presença física de
quem nos ama para além dessa vida, nós não ficamos um único dia sem falar das
vivências com Sr Erasmo, (meu amado pai) seu grande e único Amor (de unidade de corpos). Assim, você
ensinou que os melhores amigos, não perguntam como você está, eles se preocupam
de verdade, e querem ver como você está, chegam junto sem que você peça. São
raridade!! É aprendizagem.
Mãe, você é
imensidão viu. Nunca existirá um dia que não pense em você, as marcas estão em
todos os lugares, o Amor, a Bondade, a Fé, a Simplicidade, a Esperança, a
Compaixão, o Altruísmo, são alguns elementos que você implantou em nossos
corações. As cores, as flores e os sabores também! Se fazemos algo para comer,
logo queremos compartilhar; se alguém está celebrando conquistas, nós também
ficamos felizes; se tiver alguém enfermo, logo dobramos os joelhos e fazemos
uma oração de Fé; se alguém está em sofrimento é necessário visitar e levar
palavras de conforto; se alguém está passando necessidade, é nosso dever
ajudar; se alguém está em solidão, é importante acolher e trazer para junto de
nós. Na verdade, são tantos ensinamentos, que jamais poderemos ser só nós, você
vive em cada um desses gestos.
Você foi forte no
decorrer de toda sua trajetória, desde a adolescência não se curvou ao destino
e fomos sobreviventes. Lutou por seus ideais, casou aos 14 (quatorze) anos,
engravidou aos 15 (quinze), logo em seguida separou-se. Sei que às vezes você
tinha vergonha de algumas consequências dessa história, por conta do
preconceito e das imposições da “sociedade”. Quando você casou novamente aos 20
(vinte) anos, foi uma escolha sua, de acordo com o que você almejava para as
mulheres do mundo, eu tenho tanto orgulho dessa história, sei que não foi fácil,
conheceste as dores e as delícias de ser uma mulher autêntica e determinada.
Você foi assim, não se curvou diante das imposições da vida, seus ideais foram firmes e cheios de convicção, e ainda que às vezes silenciasse, era sempre por
respeito e sensibilidade ao outro.
Obrigada minha mãe
por todos os caminhos que compartilhamos ao longo desses anos, em que você foi
filha, mãe, irmã, avó, sogra, tia, nora, cunhada, prima, irmã na fé, sempre
desfrutando de todas essas experiências com total dedicação, zelo e cuidado, deixando
seus ensinamentos na vida de cada um(a) que teve a honra de compartilhar a vida
contigo. Uma coisa, eu posso dizer: sua vida foi um exemplo de cuidado e
dedicação ao outro, cuidaste de todos e nada você exigiu, até mesmo na hora da
partida. Com você, aprendi tudo o que sei sobre amor, justiça, lealdade, Fé,
respeito e verdade. Mãe, para você não importava quem cometeu o erro, ainda que
fosse seu (sua) filho (a), não era aceitável a mentira, a arrogância, a
falsidade, o desamor; sua correção era implacável, ainda que doesse em seu
coração. Obrigada mãe, assim descobri que amar é corrigir, é falar a verdade, é
olhar no olho, é não enganar, principalmente, as pessoas mais humildes. Você foi/é
fantástica!
Durante todos os
dias em que estivemos juntas no hospital, confesso que alimentei a firme
esperança que voltaríamos juntas de tão árdua batalha, que para mim foi a mais
difícil de minha vida. Mas, para você era só mais uma batalha, pois foste
preparada em todo tipo de sofrimento, nós fizemos tudo o que estava ao nosso
alcance para te trazer de volta de mais essa batalha. Como disse meu amigo
Fernando “combatemos o bom combate”! A você foi reservada a coroa da justiça, e
agora você segue em Paz. Os desígnios de Deus são diferentes dos nossos, e a
batalha contra esse vírus é muito árdua, sei que você venceu e agora não sofre
mais as dores do mundo. Mãe, um dia desses nos encontraremos novamente,
infelizmente, você precisou descer do vagão, enquanto nós tivemos que seguir
até a próxima estação. Só sei que no final dessa história estaremos todos
juntos mais uma vez, na morada eterna.
Tenho plena certeza
que você alcançou o céu, esse mundo não te cabe mais, voou para junto de Deus,
meu rouxinol. Quando olho no espelho vejo você, quando olho para seus (suas) netos
(as) também vejo você. Você continua dentro de todos nós, enquanto nós vivermos
você será imensidão em nós, com certeza já encontrou o seu jardim de rosas tão
sonhado. Minha mãe amada é encantada e segue gloriosa no universo sem fim.
A maior lição que
você deixou foi o Amor!
Obrigada Mainha!!
quinta-feira, 25 de junho de 2020
Os prenúncios estão por toda parte! Mas, infelizmente não conseguimos perceber claramente.
Deixe sua Sugestão, Dicas e/ou recadinhos.
Aula Arteterapia - Jung / Nise da Silveira - Ana Paula Rezende - Casa Pi...
Eu amo essa abordagem e por intermédio desse trabalho, estou aprendendo muito sobre a continuidade da vida após um processo de sofrimento ex...








